Atuais leituras

sábado, 4 de setembro de 2010

Poemonólogo do louco municipal

“Rigor e lucidez na intensidade”

Murilo Mendes, Tempo espanhol





“(...) simão morreu-se a tereza o luiz o louco foi´mbora maldição eu não me pagou devia cinco mil contos de réis pro meu pai pra mim o márcio também ficou com tudo de ir ver a mãe desgranhento em aí deixou pra trás tudo os nós dois pra nós dois pra mas eu tinha avisado eles do rubens também morreu he he he eu gostava dele mas ia pescar eu com´eu pai mas ele fisgou um curimba de oito quilo nunca vi aí tonto foi oferecer pro capataz também miserável seo inácio morreu nas sete cruz he he he o augusto-gustinho depois virou capataz também miserável quando a gente era moleque me batia he he he batia mesm´ ordinário mas o bicho morreu e não me pagou os cinco mirréis a tereza morreu e a rosa (...) pra pasárgada lá sou amigo do dono tenho a bendita flor que eu quiser sei lá também na cama no chão na zona que euzinho quiser pois então o juca o miguel too late (...)

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