Atuais leituras

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Para o querubim Jean-Nicolas, aka Arthur Rimbaud

Das lonjuras do perto

do agora
do sempre findo

indo de encontro ao nada
(a poesia é o nada mais importante) -

o menino em forma de demônio
o beduíno das planícies norte-normandas
do calor escalabroso do tráfico - e que armas são aquelas deus dos fanfarrões! -
targiversando entre saltitos cabarés verdes e prostitutas

o menino (oh, merde!)
faz a ourivesaria por demais gasta - todos somos poetas! -

do que agora sou eu
do que agora és
de nós que somos outros

(e para sempre por delicadeza a vida perdida)

entre mandriões
como sou eu
como agora és

de nós que somos todos

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